Em recente declaração repercutida pelo portal www.theguardian.com, o treinador Oliver Glasner criticou duramente a atuação da equipe de arbitragem de vídeo em partida recente da Premier League. Segundo o comandante, a decisão de invalidar um gol do Nottingham Forest contra o Tottenham demonstrou falta de evidências claras e revelou uma postura de adivinhação por parte do VAR.
O lance polêmico na segunda etapa
A jogada em questão ocorreu na metade do segundo tempo. Após um chute desviado de Morgan Gibbs-White que caminhava em direção à linha do gol, o defensor Neco Williams se abaixou para cabecear a bola para o fundo das redes, no momento exato em que o atleta Sandro Tonali tentava afastar o perigo.
No entanto, a equipe de arbitragem liderada pelo assistente de vídeo Peter Bankes recomendou a anulação do tento, gerando revolta e debates sobre os critérios utilizados pela cabine do VAR durante os jogos do campeonato.
Críticas à autoridade dos oficiais e imagens inconclusivas
Durante sua análise sobre o lance, Glasner admitiu que pelo menos um dos ângulos de transmissão televisiva mostrava o jogador do Forest aparentemente tocando na bola com a mão, em um movimento que parecia ser uma tentativa de proteção enquanto Tonali tentava o corte.
Apesar dessa constatação, o técnico argumentou que as imagens disponíveis eram insuficientes para justificar a anulação do gol. Para ele, o árbitro de vídeo acabou chutando e adivinhando o lance em vez de se basear em provas contundentes. O comandante concluiu apontando que decisões desse tipo acabam minando e enfraquecendo a autoridade dos oficiais de arbitragem perante jogadores e torcedores.
